terça-feira, 22 de novembro de 2011

Imperialismo, Colonização: E Barra de São João?


O termo Imperialismo entra para o vocabulário político europeu no século XIX. Na década de 1870 denomina-se  imperialismo os laços  que a Inglaterra  mantinha com as possessões coloniais e que depois  foram discutidos na Conferência de Berlim  em 1885. A finalidade era a Partilha da África, Ásia e Américas, para manter e alargar o domínio territorial, visando  aumentar  a produção e o lucro  destes países imperiais. São as raízes  dos regimes totalitários  e autoritários  e das guerras que desde  as colonizações darão ênfase  as primeiras grandes guerras  do século XX. Para nós se inicia em 1500.
 O Imperialismo é, pela sua essência econômica, o capitalismo monopolista. Isto determina  o lugar histórico do imperialismo, pois o monopólio, que nasce única e precisamente da livre concorrência, é a transição do capitalismo para uma estrutura econômica e social mais elevada  que  põe  em questionamento a livre concorrência capitalista.
 O monopólio  é um produto da concentração da produção . Formam  associações monopolistas dos capitalistas quando combinam que apenas uma determinada empresa  poderá comercializar  determinado produto.
 Já o Oligopólio  se refere a  um grupo de empresas monopolizadas  que se juntam diante  de uma crise  do Capitalismo. Aliam-se  para fortalecer-se  e concorrer com outros grupos econômicos  monopolizados, como  bancos, supermercados,  ou indústrias ,controlando  possíveis alternativas  de preços baixos para quem compra: o consumidor. Dessa forma, controlam as empresas  para que não diminuam  os preços de suas mercadorias.
 O Cartel corresponde a uma prática ilegal, e no entanto, muito comum  em nosso meio, e que fere o direito do consumidor. Ocorre a partir do encontro de empresas autônomas e independentes de um mesmo setor de atividade, como o supermercado por exemplo,  que discutem e depois estabelecem acordos para fixar preços praticados a fim de não existir diferenças nestes preços deixando o consumidor sem alternativa.Exercem também domínio na oferta de um determinado produto que apenas uma determinada empresa pode comercializar.
O importante aqui é a relação que o tema do Imperialismo possui com nossas vidas no dia-a-dia. A etnografia, por exemplo, nos permite este compromisso, pois se faz com a “descrição densa”  ou seja, o  detalhe e refinamento do estudo da História, com uma posição  holística, ou seja, de integração das diversas questões  que compõe  e relacionam entre si, como a  História da Europa, da África, e das Américas, que interligam-se. Podemos  contar asim  com um contexto Histórico.
Neste sentido, a Guerra colonial  que se desencadeia  no século XIX ,fazia parte dos conflitos nas fronteiras com as  posses coloniais pelos europeus desde o início da colonização em 1500 com diversas disputas econômicas por matérias-primas. Este foi o caso de Portugal com o Brasil , ou melhor, com as lutas contra o Império Português , que foi disputado com a França  objetivando a dominação colonial.
 Da mesma forma,  a colonização e conseqüentemente, o Imperialismo não aconteceu sem que houvesse resistência dos colonizados.
Em nossa região não foi diferente. Tivemos o exemplo da “Confederação dos Tamoios”.  A Confederação  Tamuya, como denominavam os indígenas, foi a reunião dos chefes índios da região do Litoral Norte paulista e sul fluminense que ocorreu entre 1554 e 1567.
O principal motivo da Confederação dos Tamoios, que reuniu diversos caciques, foi a revolta diante da ação violenta dos portugueses contra os índios Tupinambás, causando mortes e escravidão. Na língua dos Tupinambá "Tamuya" quer dizer "o avô, o mais velho, o mais antigo.
Nessa ocasião chegaram os franceses ao Rio de Janeiro. Villegaignon, o chefe francês, aliou-se aos Tupinambás para garantir sua permanência no Rio de Janeiro e ofereceu armas  para lutar contra os portugueses. Outra nação indígena, Termiminó, aliou-se aos portugueses contra os Tupinambás e os franceses, acirrando as disputas. Um surto de doenças, contraído pelo contato com o branco, dizimou centenas de índios, entre eles os  Cunhambebe. Aimberê foi o chefe escolhido após esta primeira derrota, e a luta continuou. Aimberê procurou o apoio de Tibiriçá e, juntos, combinaram lutar contra os portugueses num prazo de três luas. Acirrou-se assim a luta entre os Tupinambás e seus aliados contra os portugueses.
Quando observamos a resistência  à colonização que os indígenas enfrentaram como o exemplo aqui, podemos perceber que  não houve enfrentamento apenas entre os europeus, nem tampouco fomos massacrados sem defender nossa terra e nosso povo,  a História aqui passa pela observação de  que as reações  européias e seus tratados de dominação  não passaram  sem que houvesse  luta, defesa e resistência  contra  dominações coloniais, mas que estas resistências acontecem até os dias de hoje como o curta-metragem meown  também  nos  mostra através da resistência cultural.

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