O termo Imperialismo entra para o vocabulário político europeu no século XIX. Na década de 1870 denomina-se imperialismo os laços que a Inglaterra mantinha com as possessões coloniais e que depois foram discutidos na Conferência de Berlim em 1885. A finalidade era a Partilha da África, Ásia e Américas, para manter e alargar o domínio territorial, visando aumentar a produção e o lucro destes países imperiais. São as raízes dos regimes totalitários e autoritários e das guerras que desde as colonizações darão ênfase as primeiras grandes guerras do século XX. Para nós se inicia em 1500.
O Imperialismo é, pela sua essência econômica, o capitalismo monopolista. Isto determina o lugar histórico do imperialismo, pois o monopólio, que nasce única e precisamente da livre concorrência, é a transição do capitalismo para uma estrutura econômica e social mais elevada que põe em questionamento a livre concorrência capitalista.
O monopólio é um produto da concentração da produção . Formam associações monopolistas dos capitalistas quando combinam que apenas uma determinada empresa poderá comercializar determinado produto.
Já o Oligopólio se refere a um grupo de empresas monopolizadas que se juntam diante de uma crise do Capitalismo. Aliam-se para fortalecer-se e concorrer com outros grupos econômicos monopolizados, como bancos, supermercados, ou indústrias ,controlando possíveis alternativas de preços baixos para quem compra: o consumidor. Dessa forma, controlam as empresas para que não diminuam os preços de suas mercadorias.
O Cartel corresponde a uma prática ilegal, e no entanto, muito comum em nosso meio, e que fere o direito do consumidor. Ocorre a partir do encontro de empresas autônomas e independentes de um mesmo setor de atividade, como o supermercado por exemplo, que discutem e depois estabelecem acordos para fixar preços praticados a fim de não existir diferenças nestes preços deixando o consumidor sem alternativa.Exercem também domínio na oferta de um determinado produto que apenas uma determinada empresa pode comercializar.
O importante aqui é a relação que o tema do Imperialismo possui com nossas vidas no dia-a-dia. A etnografia, por exemplo, nos permite este compromisso, pois se faz com a “descrição densa” ou seja, o detalhe e refinamento do estudo da História, com uma posição holística, ou seja, de integração das diversas questões que compõe e relacionam entre si, como a História da Europa, da África, e das Américas, que interligam-se. Podemos contar asim com um contexto Histórico.
Neste sentido, a Guerra colonial que se desencadeia no século XIX ,fazia parte dos conflitos nas fronteiras com as posses coloniais pelos europeus desde o início da colonização em 1500 com diversas disputas econômicas por matérias-primas. Este foi o caso de Portugal com o Brasil , ou melhor, com as lutas contra o Império Português , que foi disputado com a França objetivando a dominação colonial.
Da mesma forma, a colonização e conseqüentemente, o Imperialismo não aconteceu sem que houvesse resistência dos colonizados.
Em nossa região não foi diferente. Tivemos o exemplo da “Confederação dos Tamoios”. A Confederação Tamuya, como denominavam os indígenas, foi a reunião dos chefes índios da região do Litoral Norte paulista e sul fluminense que ocorreu entre 1554 e 1567.
O principal motivo da Confederação dos Tamoios, que reuniu diversos caciques, foi a revolta diante da ação violenta dos portugueses contra os índios Tupinambás, causando mortes e escravidão. Na língua dos Tupinambá "Tamuya" quer dizer "o avô, o mais velho, o mais antigo.
Nessa ocasião chegaram os franceses ao Rio de Janeiro. Villegaignon, o chefe francês, aliou-se aos Tupinambás para garantir sua permanência no Rio de Janeiro e ofereceu armas para lutar contra os portugueses. Outra nação indígena, Termiminó, aliou-se aos portugueses contra os Tupinambás e os franceses, acirrando as disputas. Um surto de doenças, contraído pelo contato com o branco, dizimou centenas de índios, entre eles os Cunhambebe. Aimberê foi o chefe escolhido após esta primeira derrota, e a luta continuou. Aimberê procurou o apoio de Tibiriçá e, juntos, combinaram lutar contra os portugueses num prazo de três luas. Acirrou-se assim a luta entre os Tupinambás e seus aliados contra os portugueses.
Quando observamos a resistência à colonização que os indígenas enfrentaram como o exemplo aqui, podemos perceber que não houve enfrentamento apenas entre os europeus, nem tampouco fomos massacrados sem defender nossa terra e nosso povo, a História aqui passa pela observação de que as reações européias e seus tratados de dominação não passaram sem que houvesse luta, defesa e resistência contra dominações coloniais, mas que estas resistências acontecem até os dias de hoje como o curta-metragem meown também nos mostra através da resistência cultural.
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