quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Introduzindo um estudo sobre Barra de São João

Ao iniciar o estudo sobre a História de Barra de São João e verificar as origens dos povos que aqui habitaram, nos deparamos com a História Indígena. Ao contrário da História contada na maioria dos livros didáticos não se referir a luta destes povos que tiveram na origem do que somos hoje, pudemos ter contato com a História dos primeiros habitantes do Brasil, incluindo Barra de São João, aliando a História que vivemos diretamente com a História do Brasil como um todo.


Podemos nos referir ao Goitacazes ou Waitacá. O nome desta nação indígena se remete aos indígenas considerados grandes corredores e também registrado pelos jesuítas como altos, fortes e destemidos caçadores, que habitaram o Brasil antes das invasões colonialistas, do litoral, desde a Bahia até Macaé. Os Goitacazes não pertenciam a nação Tupi. E não tinham ambição pelo lucro, havendo um choque de culturas com a chegada dos brancos europeus.

Em relação aos Tamoios, o termo se origina da expressão " vem "tamuya" que em tupi significa "os velhos, os idosos, os anciãos", indicando que eles eram das mais antigas tribos, os que mais prezavam os costumes tradicionais.

A aliança de tribos, conhecida como Confederação dos Tamoios foi motivada pelos ataques dos portugueses e mestiços de São Vicente,liderados por João Ramalho e pelo caciqueTibiriça, que procuravam capturar escravos entre os indígenas para trabalhar nas primeiras plantações de cana de açúcar...Dessa forma pudemos aferir ao pensamento indígena, que a partir da “Carta do Índio” constatamos de que forma os indígenas pensavam, diferente os Homens europeus e brancos:

“Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exauri-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.”

Dessa forma, apesar dos livros didáticos em sua maioria não constarem a História dos indígenas no Brasil, temos a Lei nº 11.465, votada em 2008 como obrigatória nas escolas.

Nesse sentido, chegamos a conclusão de que a História indígena é duplamente importante, pois além de resgatar as origens dos povos que habitavam o lugar que conhecemos hoje como Barra de São João, estamos nos referindo a um tema que já deveria fazer parte do nosso estudo cotidiano na escola.

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