domingo, 13 de outubro de 2013
Queridos alunos do CIEP 406, Precisei ser transferida para outra escola. Estou de mudança. As dúvidas que vocês tiverem, precisam ser tiradas com a nova professora. Não saí em tempo de avaliação, mas antes. Deixei todo o material (os textos aqui presentes que passei para boa parte de vocês, mas não para tod@s. Deixei a outra parte com a direção para que a nova professora avaliasse o que faria com os textos.Daria à tod@s depois de nossas aulas passeio. Mas a opção pela avaliação não fica mais comigo. Deixo o registro aqui de meu carinho e pelas belas lembranças. Aos que não conseguiram fazer as avaliações até então, deixei que a próxima professora junto com a direção avaliasse. Alguns de nossos alunos estavam desistindo de estudar pela falta de professores. Deixei em branco as notas para que possam voltar e fazer boas avaliações.
Um grande beijo em tod@s vocês que ficarão em meu coração para sempre.
Fabíola Camargo.
Um grande beijo em tod@s vocês que ficarão em meu coração para sempre.
Fabíola Camargo.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Resistência negra à escravidão
A História dos
conservadores e das elites valoriza os heróis como únicos responsáveis pelos
grandes feitos da humanidade, enaltece a Princesa Isabel como a salvadora dos
negros, a libertadora e ignora a ação dos negros de diversas nações e de
diversas formas para romper com a escravidão que levou a Princesa Isabel assinar,
em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea.
A partir da segunda metade do século XIX cresceram os movimentos para acabar ou abolir a escravidão. Eram movimentos feitos por diversos grupos diferenciados e que agiam de formas diversas que passaram a pressionar cada vez mais o governo em busca de uma extinção definitiva da escravatura. As pressões internacionais, principalmente dos ingleses, também eram grandes, e os próprios negros passaram a se rebelar contra a situação com maior frequência.
O Quilombo de Palmares, no século XVII, em Alagoas, tornou-se uma referência na história da resistência dos negros à escravidão. Até hoje, quando se fala em resistência negra à escravidão se é induzido a pensar em Zumbi dos Palmares e no quilombo que ele liderou. Mas esse famoso quilombo não foi o único a existir, muito pelo contrário, eles multiplicaram-se pelo Brasil como forma de organização de resistência dos negros fugidos do trabalho escravo.
Em fins do século XIX, manter seus escravos era de extrema necessidade para alguns fazendeiros, pois o fim do tráfico e a promulgação da Lei do Ventre Livre limitavam a manutenção do numero de escravos à compra através do tráfico interno, que se tornara muito caro com a diminuição da oferta.
Os quilombos não eram as únicas formas de resistência dos negros perante a escravidão: rebeliões, assassinatos, suicídios, revoltas organizadas também fizeram parte da história da escravidão no Brasil.
Das revoltas históricas, a mais conhecida foi a Rebelião dos Malês, em Salvador. Essa Rebelião foi tão significativa que na correspondência de pessoas importantes da Corte, no século XIX, há diversas menções a ela. Havia o medo de que novas revoltas como aquela transformassem o Brasil numa "anarquia." Os Malês eram um grupo de negros muçulmanos numeroso, que , ao contrário dos senhores de escravos, sabiam ler e tinham a capacidade de se organizar até mesmo nas senzalas.
A partir da segunda metade do século XIX cresceram os movimentos para acabar ou abolir a escravidão. Eram movimentos feitos por diversos grupos diferenciados e que agiam de formas diversas que passaram a pressionar cada vez mais o governo em busca de uma extinção definitiva da escravatura. As pressões internacionais, principalmente dos ingleses, também eram grandes, e os próprios negros passaram a se rebelar contra a situação com maior frequência.
O Quilombo de Palmares, no século XVII, em Alagoas, tornou-se uma referência na história da resistência dos negros à escravidão. Até hoje, quando se fala em resistência negra à escravidão se é induzido a pensar em Zumbi dos Palmares e no quilombo que ele liderou. Mas esse famoso quilombo não foi o único a existir, muito pelo contrário, eles multiplicaram-se pelo Brasil como forma de organização de resistência dos negros fugidos do trabalho escravo.
Em fins do século XIX, manter seus escravos era de extrema necessidade para alguns fazendeiros, pois o fim do tráfico e a promulgação da Lei do Ventre Livre limitavam a manutenção do numero de escravos à compra através do tráfico interno, que se tornara muito caro com a diminuição da oferta.
Os quilombos não eram as únicas formas de resistência dos negros perante a escravidão: rebeliões, assassinatos, suicídios, revoltas organizadas também fizeram parte da história da escravidão no Brasil.
Das revoltas históricas, a mais conhecida foi a Rebelião dos Malês, em Salvador. Essa Rebelião foi tão significativa que na correspondência de pessoas importantes da Corte, no século XIX, há diversas menções a ela. Havia o medo de que novas revoltas como aquela transformassem o Brasil numa "anarquia." Os Malês eram um grupo de negros muçulmanos numeroso, que , ao contrário dos senhores de escravos, sabiam ler e tinham a capacidade de se organizar até mesmo nas senzalas.
Responda as perguntas a seguir a partir do texto:
1)De que forma as elites brasileiras contaram a História da escravidão?
2)Quais os grupos interessados em acabar com a escravidão?
3) Quais foram as principais formas de acabar com a escravidão?
4) A partir do texto lido , é possível repetir que os negros são inferiores? Escreva quais são os motivos?
5) Os negros lutaram contra a escravidão ou aceitaram ser escravizados?
A Sociedade colonial escravista
É
possível a compreensão e a explicação do presente em nossa Sociedade a
partir do conhecimentos sobre o nosso passado.
Para
que possamos observar melhor como se dá
o racismo, sua origem, implicações saídas para que possamos acabar com este
problema e com os demais problemas em
nossa sociedade, precisamos estudar seus porquês relativos às histórias do
Brasil, da África e de demais países ou regiões que estiveram envolvidos no
deslocamento violento de homens e mulheres do continente africano para várias
partes do mundo colonizadas pelos europeus, com o objetivo de escravizá-los.
Torna-se necessário revisitar esse passado através do estudo com olhar mais
atento para que não façamos igual, para que não se repita. Quanto mais
conhecemos nossa história, menos tendemos a refazer os erros do passado que
muitos repetem ao invés de inventar saídas mais criativas e honrosas com o
nosso povo. Conhecendo, criamos formas de acabar com estas mazelas. Se não conhecemos, fazemos
igual ao que já existe. Este é um bom motivo de estudar a História. Não é a toa
que a maioria dos nossos políticos não valoriza a educação. Quem não conhece, é
também, mais facilmente dominado, explorado e excluído.
A
escravidão negra no Brasil durou cerca de trezentos anos. Os negros e negras
vindos da África, foram trazidos com o objetivo de constituir a mão-de-obra do
colonizador português, que não aceitava fazer o trabalho braçal em nome de uma
nobreza. Pensavam que trabalho era para pobre e ócio era para rico. Por isso a denominação negócio
para as diversas manobras econômicas que se faz até hoje.
Para
termos noção do racismo e do preconceito, este não se referiu somente aos negros, mas também aos indígenas,
entre tantos povos ao longo da História da Humanidade. Temos nossos indígenas
que por muitos anos foram tratados como preguiçosos, pois não queriam ser
escravos. Mas o que as elites não diziam, é que os indígenas não aceitavam a
escravidão.
Primeiramente,
os portugueses experimentaram em Portugal, a produção de cana-de-açúcar com o
trabalho escravo dos negros e depois transportaram essa experiência para o
Brasil. Não se pode esquecer, todavia, que o tráfico negreiro era um negócio
altamente lucrativo tanto para os traficantes, quanto para a Coroa portuguesa.
“Pode-se dizer que a mão-de-obra negra ajudou a colonização portuguesa mesmo contra a vontade de milhares de pessoas que eram desterradas e escravizadas numa terra desconhecida. É pertinente repetir a expressão "Negros, mãos e pés do Brasil", que não constitui nenhum exagero se se leva em consideração que trabalhar no período colonial era "coisa de negro”".
“Pode-se dizer que a mão-de-obra negra ajudou a colonização portuguesa mesmo contra a vontade de milhares de pessoas que eram desterradas e escravizadas numa terra desconhecida. É pertinente repetir a expressão "Negros, mãos e pés do Brasil", que não constitui nenhum exagero se se leva em consideração que trabalhar no período colonial era "coisa de negro”".
Por
isso os negros criaram formas de viver diversa e diferente do conhecimento que
os europeus tinham.
O tráfico de negros da África para o Brasil começou com a colonização portuguesa iniciado na segunda metade do século XV. O modelo econômico baseado na monocultura( um tipo de plantação) em grande extensão de terra que se mantém até os dias atuais, tem origem na escravidão pelos portugueses e foi a base da economia brasileira. Mas por ser tão desumano, não deixou de ser visto como violento e absurdo.
O tráfico de escravos da África para o Brasil, por menos que se queira, faz parte da nossa história. Mesmo que se tente esquecer ou esconder _ como fez Rui Barbosa quando mandou queimar a documentação existente sobre escravidão no Brasil _ não se pode ignorar sua existência. Conhecer o tráfico e o comércio de escravos no Brasil é entender um pouco a importante contribuição dos africanos na formação da cultura brasileira assim como reconhecer o país racista e preconceituoso que ainda vivemos.
A maior parte dos escravos que aportavam inicialmente no Brasil provinha das colônias portuguesas na África. Eram negros capturados nas guerras tribais e negociados com os traficantes em troca de produtos como a aguardente, o fumo entre outros produtos. O tráfico de escravos não era exclusividade dos portugueses, pois ingleses, holandeses, espanhóis e estadunidenses se beneficiavam desse comércio, que era altamente lucrativo. Os riscos dessa atividade estavam nos perigos dos oceanos e nas doenças que algumas vezes chegavam a dizimar um terço dos escravos transportados.
Os portos que recebiam maior número de escravos no Brasil eram Salvador, Rio de Janeiro e Recife; desses portos os escravos eram transportados aos mais diversos locais do Brasil. Algumas outras cidades recebiam escravos vindos diretamente da África, como Belém, São Luís, Santos, Campos e outras. A proporção de desembarque de escravos em cada porto variou ao longo de 380 anos de escravidão, dependendo da quantidade da atividade econômica na região servida pelos nossos portos. Durante o ciclo áureo da cana-de-açúcar do Nordeste, os portos de Recife e Salvador recebiam o maior número de escravos, mas, durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, coube ao Rio de Janeiro receber o maior número de escravos.
A venda dos escravos vindos da África era feita em praça pública, através de leilões, mas o comércio de negros não se restringia à venda do produto do tráfico. Transações comerciais com escravos eram comuns.
O tráfico de negros da África para o Brasil começou com a colonização portuguesa iniciado na segunda metade do século XV. O modelo econômico baseado na monocultura( um tipo de plantação) em grande extensão de terra que se mantém até os dias atuais, tem origem na escravidão pelos portugueses e foi a base da economia brasileira. Mas por ser tão desumano, não deixou de ser visto como violento e absurdo.
O tráfico de escravos da África para o Brasil, por menos que se queira, faz parte da nossa história. Mesmo que se tente esquecer ou esconder _ como fez Rui Barbosa quando mandou queimar a documentação existente sobre escravidão no Brasil _ não se pode ignorar sua existência. Conhecer o tráfico e o comércio de escravos no Brasil é entender um pouco a importante contribuição dos africanos na formação da cultura brasileira assim como reconhecer o país racista e preconceituoso que ainda vivemos.
A maior parte dos escravos que aportavam inicialmente no Brasil provinha das colônias portuguesas na África. Eram negros capturados nas guerras tribais e negociados com os traficantes em troca de produtos como a aguardente, o fumo entre outros produtos. O tráfico de escravos não era exclusividade dos portugueses, pois ingleses, holandeses, espanhóis e estadunidenses se beneficiavam desse comércio, que era altamente lucrativo. Os riscos dessa atividade estavam nos perigos dos oceanos e nas doenças que algumas vezes chegavam a dizimar um terço dos escravos transportados.
Os portos que recebiam maior número de escravos no Brasil eram Salvador, Rio de Janeiro e Recife; desses portos os escravos eram transportados aos mais diversos locais do Brasil. Algumas outras cidades recebiam escravos vindos diretamente da África, como Belém, São Luís, Santos, Campos e outras. A proporção de desembarque de escravos em cada porto variou ao longo de 380 anos de escravidão, dependendo da quantidade da atividade econômica na região servida pelos nossos portos. Durante o ciclo áureo da cana-de-açúcar do Nordeste, os portos de Recife e Salvador recebiam o maior número de escravos, mas, durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, coube ao Rio de Janeiro receber o maior número de escravos.
A venda dos escravos vindos da África era feita em praça pública, através de leilões, mas o comércio de negros não se restringia à venda do produto do tráfico. Transações comerciais com escravos eram comuns.
As relações comerciais internas envolvendo
escravos acentuavam-se em momentos específicos do processo escravocrata. Com o
declínio da produção de cana-de-açúcar no Nordeste, por exemplo, muitos
proprietários de escravos venderam parte de seu negócio para o Sudeste,
principalmente, para o Rio de Janeiro e São Paulo, áreas de produção de café,
que passou a ser o produto mais importante da balança comercial brasileira. Os
documentos demonstram a preocupação dos
governantes nordestinos como esvaziamento de escravos das lavouras nordestinas
e descreve as medidas adotadas para evitar tal processo.
Perguntas para responder após leitura do texto:
1) De que forma podemos contribuir para acabar com o racismo?
2) Escreva, a partir de nosso texto e da sua visão sobre a sociedade, de que forma o racismo persiste até os dias de hoje?
3)Quais as consequências da monocultura( exemplo: cana de açúcar ) em grande extensão de terras, que persiste até os dias atuais?
4) De acordo com o texto, o que foi o "negócio" da escravidão e qual a continuidade em nossa sociedade? Por que os brancos não gostavam de trabalhar?
5)De acordo com a monocultura presente em nossa sociedade colonial, quais foram os principais ciclos?
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