A Sociedade colonial escravista
É
possível a compreensão e a explicação do presente em nossa Sociedade a
partir do conhecimentos sobre o nosso passado.
Para
que possamos observar melhor como se dá
o racismo, sua origem, implicações saídas para que possamos acabar com este
problema e com os demais problemas em
nossa sociedade, precisamos estudar seus porquês relativos às histórias do
Brasil, da África e de demais países ou regiões que estiveram envolvidos no
deslocamento violento de homens e mulheres do continente africano para várias
partes do mundo colonizadas pelos europeus, com o objetivo de escravizá-los.
Torna-se necessário revisitar esse passado através do estudo com olhar mais
atento para que não façamos igual, para que não se repita. Quanto mais
conhecemos nossa história, menos tendemos a refazer os erros do passado que
muitos repetem ao invés de inventar saídas mais criativas e honrosas com o
nosso povo. Conhecendo, criamos formas de acabar com estas mazelas. Se não conhecemos, fazemos
igual ao que já existe. Este é um bom motivo de estudar a História. Não é a toa
que a maioria dos nossos políticos não valoriza a educação. Quem não conhece, é
também, mais facilmente dominado, explorado e excluído.
A
escravidão negra no Brasil durou cerca de trezentos anos. Os negros e negras
vindos da África, foram trazidos com o objetivo de constituir a mão-de-obra do
colonizador português, que não aceitava fazer o trabalho braçal em nome de uma
nobreza. Pensavam que trabalho era para pobre e ócio era para rico. Por isso a denominação negócio
para as diversas manobras econômicas que se faz até hoje.
Para
termos noção do racismo e do preconceito, este não se referiu somente aos negros, mas também aos indígenas,
entre tantos povos ao longo da História da Humanidade. Temos nossos indígenas
que por muitos anos foram tratados como preguiçosos, pois não queriam ser
escravos. Mas o que as elites não diziam, é que os indígenas não aceitavam a
escravidão.
Primeiramente,
os portugueses experimentaram em Portugal, a produção de cana-de-açúcar com o
trabalho escravo dos negros e depois transportaram essa experiência para o
Brasil. Não se pode esquecer, todavia, que o tráfico negreiro era um negócio
altamente lucrativo tanto para os traficantes, quanto para a Coroa portuguesa.
“Pode-se dizer que a mão-de-obra negra ajudou a colonização portuguesa mesmo contra a vontade de milhares de pessoas que eram desterradas e escravizadas numa terra desconhecida. É pertinente repetir a expressão "Negros, mãos e pés do Brasil", que não constitui nenhum exagero se se leva em consideração que trabalhar no período colonial era "coisa de negro”".
“Pode-se dizer que a mão-de-obra negra ajudou a colonização portuguesa mesmo contra a vontade de milhares de pessoas que eram desterradas e escravizadas numa terra desconhecida. É pertinente repetir a expressão "Negros, mãos e pés do Brasil", que não constitui nenhum exagero se se leva em consideração que trabalhar no período colonial era "coisa de negro”".
Por
isso os negros criaram formas de viver diversa e diferente do conhecimento que
os europeus tinham.
O tráfico de negros da África para o Brasil começou com a colonização portuguesa iniciado na segunda metade do século XV. O modelo econômico baseado na monocultura( um tipo de plantação) em grande extensão de terra que se mantém até os dias atuais, tem origem na escravidão pelos portugueses e foi a base da economia brasileira. Mas por ser tão desumano, não deixou de ser visto como violento e absurdo.
O tráfico de escravos da África para o Brasil, por menos que se queira, faz parte da nossa história. Mesmo que se tente esquecer ou esconder _ como fez Rui Barbosa quando mandou queimar a documentação existente sobre escravidão no Brasil _ não se pode ignorar sua existência. Conhecer o tráfico e o comércio de escravos no Brasil é entender um pouco a importante contribuição dos africanos na formação da cultura brasileira assim como reconhecer o país racista e preconceituoso que ainda vivemos.
A maior parte dos escravos que aportavam inicialmente no Brasil provinha das colônias portuguesas na África. Eram negros capturados nas guerras tribais e negociados com os traficantes em troca de produtos como a aguardente, o fumo entre outros produtos. O tráfico de escravos não era exclusividade dos portugueses, pois ingleses, holandeses, espanhóis e estadunidenses se beneficiavam desse comércio, que era altamente lucrativo. Os riscos dessa atividade estavam nos perigos dos oceanos e nas doenças que algumas vezes chegavam a dizimar um terço dos escravos transportados.
Os portos que recebiam maior número de escravos no Brasil eram Salvador, Rio de Janeiro e Recife; desses portos os escravos eram transportados aos mais diversos locais do Brasil. Algumas outras cidades recebiam escravos vindos diretamente da África, como Belém, São Luís, Santos, Campos e outras. A proporção de desembarque de escravos em cada porto variou ao longo de 380 anos de escravidão, dependendo da quantidade da atividade econômica na região servida pelos nossos portos. Durante o ciclo áureo da cana-de-açúcar do Nordeste, os portos de Recife e Salvador recebiam o maior número de escravos, mas, durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, coube ao Rio de Janeiro receber o maior número de escravos.
A venda dos escravos vindos da África era feita em praça pública, através de leilões, mas o comércio de negros não se restringia à venda do produto do tráfico. Transações comerciais com escravos eram comuns.
O tráfico de negros da África para o Brasil começou com a colonização portuguesa iniciado na segunda metade do século XV. O modelo econômico baseado na monocultura( um tipo de plantação) em grande extensão de terra que se mantém até os dias atuais, tem origem na escravidão pelos portugueses e foi a base da economia brasileira. Mas por ser tão desumano, não deixou de ser visto como violento e absurdo.
O tráfico de escravos da África para o Brasil, por menos que se queira, faz parte da nossa história. Mesmo que se tente esquecer ou esconder _ como fez Rui Barbosa quando mandou queimar a documentação existente sobre escravidão no Brasil _ não se pode ignorar sua existência. Conhecer o tráfico e o comércio de escravos no Brasil é entender um pouco a importante contribuição dos africanos na formação da cultura brasileira assim como reconhecer o país racista e preconceituoso que ainda vivemos.
A maior parte dos escravos que aportavam inicialmente no Brasil provinha das colônias portuguesas na África. Eram negros capturados nas guerras tribais e negociados com os traficantes em troca de produtos como a aguardente, o fumo entre outros produtos. O tráfico de escravos não era exclusividade dos portugueses, pois ingleses, holandeses, espanhóis e estadunidenses se beneficiavam desse comércio, que era altamente lucrativo. Os riscos dessa atividade estavam nos perigos dos oceanos e nas doenças que algumas vezes chegavam a dizimar um terço dos escravos transportados.
Os portos que recebiam maior número de escravos no Brasil eram Salvador, Rio de Janeiro e Recife; desses portos os escravos eram transportados aos mais diversos locais do Brasil. Algumas outras cidades recebiam escravos vindos diretamente da África, como Belém, São Luís, Santos, Campos e outras. A proporção de desembarque de escravos em cada porto variou ao longo de 380 anos de escravidão, dependendo da quantidade da atividade econômica na região servida pelos nossos portos. Durante o ciclo áureo da cana-de-açúcar do Nordeste, os portos de Recife e Salvador recebiam o maior número de escravos, mas, durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, coube ao Rio de Janeiro receber o maior número de escravos.
A venda dos escravos vindos da África era feita em praça pública, através de leilões, mas o comércio de negros não se restringia à venda do produto do tráfico. Transações comerciais com escravos eram comuns.
As relações comerciais internas envolvendo
escravos acentuavam-se em momentos específicos do processo escravocrata. Com o
declínio da produção de cana-de-açúcar no Nordeste, por exemplo, muitos
proprietários de escravos venderam parte de seu negócio para o Sudeste,
principalmente, para o Rio de Janeiro e São Paulo, áreas de produção de café,
que passou a ser o produto mais importante da balança comercial brasileira. Os
documentos demonstram a preocupação dos
governantes nordestinos como esvaziamento de escravos das lavouras nordestinas
e descreve as medidas adotadas para evitar tal processo.
Perguntas para responder após leitura do texto:
1) De que forma podemos contribuir para acabar com o racismo?
2) Escreva, a partir de nosso texto e da sua visão sobre a sociedade, de que forma o racismo persiste até os dias de hoje?
3)Quais as consequências da monocultura( exemplo: cana de açúcar ) em grande extensão de terras, que persiste até os dias atuais?
4) De acordo com o texto, o que foi o "negócio" da escravidão e qual a continuidade em nossa sociedade? Por que os brancos não gostavam de trabalhar?
5)De acordo com a monocultura presente em nossa sociedade colonial, quais foram os principais ciclos?
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