Brasil Colonial
Neste bimestre iniciamos nossas aulas com a História
do Brasil Colonial. Este período se inicia
no século XVI( dezesseis) até o século
XVIII( dezoito). Aqui o Brasil ainda era uma colônia e não um país, como
conhecemos hoje com o nome Brasil.
Diversos europeus desembarcaram de suas caravelas e
naus no litoral do Brasil
neste período. Mas Portugal que desembarcou para colonizar antes dos
demais europeus considerava que as terras eram suas. Por isso fez um tratado com a Espanha. Foi o Tratado de
Tordesilhas. Este tratado dividia o nosso território em uma linha imaginária
que cortava o Brasil ao meio entre
Portugal e Espanha. E apesar desta
divisão, outros países europeus desembarcaram
no Brasil também querendo tomar uma parte. Como nosso território possui dimensões muito
grandes, era difícil controlar a chegada de outras caravelas. Por isso a forma
de colonizar também foi diferenciada e dificilmente
conhecemos apenas uma História do
Brasil, mas sim uma diversidade de Histórias de acordo com cada região.
Cada ocupação colonial era seguida de uma arquitetura
colonial diferenciada em cada cidade, com fortes, vilas de casas, pelourinho.
Quando a invasão era portuguesa, uma Igreja católica era erguida e chamada Matriz por ser a primeira e maior na região que era ocupada. E os
colonizadores, a mando dos governantes da Europa, eram reis e governavam juntos
com a igreja. Não havia governo sem uma religião obrigatória para todos. Por
isso também faziam muitas guerras religiosas contra outros povos de outras
religiões para que outros aceitassem a sua fé e o seu governo. Foram estas
experiências de guerras que os europeus
trouxeram ao Brasil para colonizar, com violência e muito sangue contra os indígenas.
Este é também o caso ao observarmos a
colonização e as primeiras lutas contra a
colonização no Maranhão em 1535. Os portugueses tentaram colonizar a região com o envio de uma frota
de dez navios com novecentos homens e cem cavalos, porém a ocupação não foi bem-sucedida,
por conta de naufrágios e de combates contra os índios potiguaras e tupinambás.
Os franceses só
conseguiram efetivamente ocupar a região em 1612 fundando a Cidade de São Luís,
onde permaneceram por três anos, até serem expulsos pelos portugueses. No
entanto, os franceses construíram uma cidade em São Luís. Percebemos através
dos traços da arquitetura desta cidade ,
quem eram os europeus que passaram por
esta cidade e de que forma construíram a
cidade de São Luís.
Já o centro do Rio de Janeiro, quando os portugueses já
haviam decidido habitar esta
parte do litoral carioca, fundaram pelourinho,
vilas, casas e igreja que era
Matriz de todas as outras. Além de um forte, vilas de casas, feitorias, a catequese seria feita com a cruz e a espada
para dominar os indígenas. As feitorias eram construídas para guardar as
matérias primas, que seriam negociadas na Europa.
A intenção
destes colonizadores era formar um núcleo de poder e demonstração de força
contra os colonizados: primeiro escravizando
os indígenas e depois com a escravidão dos negros. Quanto aos indígenas,
com o esgotamento, cansaço, e as torturas que sofreram por serem explorados
pelos europeus que aqui chegaram, muitos morreram de doenças trazidas pelos
europeus, como foi o caso da febre
amarela, a gripe, a varíola, mas também o banzo - uma doença que deixava o indígena e o negro
profundamente triste ao presenciar sua família, seu povo e sua terra destruídos
sem ter como lutar contra uma situação cada vez mais opressora imposta pelos
europeus. A destruição da população indígena foi de extrema violência. Estima-se que, de 4 milhões de
pessoas que já viviam aqui no século XVI, 3 milhões e 700 mil pessoas foram mortas em apenas um
século.
Mas por isso os indígenas também se manifestaram de
diversas formas contra a dominação
colonial portuguesa. Uma das mais próximas de nós foi a Confederação dos
Tamoios. Esta Confederação reuniu boa parte dos chefes indígenas que se
posicionavam contra a violência dos portugueses e contra
os indígenas catequizados que lutavam ao lado dos portugueses. Os chefes
Tamoios se uniram aos franceses, que por sua vez foram morar com indígenas e
aprenderam com sua cultura. Os franceses então decidiram apoiar os indígenas em
troca de continuarem a morar nas terras indígenas contra os portugueses
tentando expulsá-los. Mas esta luta ganhou dimensão internacional. Inclusive o
Padre Jose de Anchieta foi chamado para mediar o conflito. No entanto, os
portugueses depois de um ano de enfrentamento dizimaram os povos Tamoios,
calculando 10 mil mortos. Os Tamoios eram os anciãos considerados os mais
velhos e mais sábios entre os povos tupis. Estes eram considerados pelos jesuítas
como tapuias, os que não aceitavam a colonização.
Outras formas de resistir, mas de forma diferenciada
dos Tamoios, e dos potiguares e tupinambás foram os povos que lutaram contra
a colonização holandesa em Pernambuco. Lá a invasão holandesa foi governada
por Maurício de Nassau em 1630, que depois de duas derrotas se estabeleceram em
Pernambuco. Diferente do que aconteceu no Maranhão e no Rio de Janeiro com os
Tamoios no Litoral, a intenção era o
controle do comércio de escravos entre
Pernambuco e Tomé e Príncipe na África. Em 1654 foram derrotados na
Batalha dos Guararapes e do Monte das Tabocas. Uniram-se por fim, indígenas, negros e portugueses e expulsaram os holandeses. Confirmando a
diversidade das lutas dos povos brasileiros em função da dimensão do território
e da necessidade dos povos
estabelecidos.
Portanto, para além de considerar os indígenas e
demais povos brasileiros como passivos, obtivemos aqui alguns exemplos de como
havia manifestações e resistência contra
a colonização.
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