quarta-feira, 7 de agosto de 2013


Brasil Colonial

Neste bimestre iniciamos nossas aulas com a História do Brasil  Colonial. Este período se inicia no século XVI( dezesseis) até o século  XVIII( dezoito). Aqui o Brasil ainda era uma colônia e não um país, como conhecemos hoje com o nome  Brasil.

Diversos europeus desembarcaram de suas caravelas e naus  no litoral do  Brasil  neste período. Mas Portugal que desembarcou para colonizar antes dos demais europeus considerava que as terras eram suas. Por isso fez  um tratado com a Espanha. Foi o Tratado de Tordesilhas. Este tratado dividia o nosso território em uma linha imaginária que cortava o Brasil ao meio  entre Portugal e Espanha.  E apesar desta divisão, outros países europeus desembarcaram  no Brasil também querendo tomar uma parte.  Como nosso território possui dimensões muito grandes, era difícil controlar a chegada de outras caravelas. Por isso a forma de colonizar também foi diferenciada  e dificilmente conhecemos apenas uma  História do Brasil, mas sim uma diversidade de Histórias de acordo com cada região.

Cada ocupação colonial era seguida de uma arquitetura colonial diferenciada em cada cidade, com fortes, vilas de casas, pelourinho. Quando a invasão era portuguesa, uma Igreja católica era erguida e  chamada Matriz por ser a primeira  e maior na região que era ocupada. E os colonizadores, a mando dos governantes da Europa, eram reis e governavam juntos com a igreja. Não havia governo sem uma religião obrigatória para todos. Por isso também faziam muitas guerras religiosas contra outros povos de outras religiões para que outros aceitassem a sua fé e o seu governo. Foram estas experiências de guerras  que os europeus trouxeram ao Brasil para colonizar, com violência e muito sangue  contra os indígenas.

   Este é também o caso ao observarmos a colonização e as primeiras  lutas contra a colonização no Maranhão em 1535. Os portugueses tentaram colonizar a região com o envio de uma frota de dez navios com novecentos homens e cem cavalos, porém a ocupação não foi bem-sucedida, por conta de naufrágios e de combates contra os índios  potiguaras e tupinambás.

Os franceses só conseguiram efetivamente ocupar a região em 1612 fundando a Cidade de São Luís, onde permaneceram por três anos, até serem expulsos pelos portugueses. No entanto, os franceses construíram uma cidade em São Luís. Percebemos através dos traços da arquitetura desta  cidade , quem eram os europeus que  passaram por esta cidade e de que forma construíram  a cidade de São Luís.

Já o centro do  Rio de Janeiro, quando os portugueses    haviam decidido habitar  esta parte do litoral carioca, fundaram pelourinho,  vilas, casas e igreja que  era Matriz de todas as outras. Além de um forte, vilas de casas, feitorias, a  catequese seria feita com a cruz e a espada para dominar  os indígenas. As  feitorias eram construídas para guardar as matérias primas, que seriam negociadas na Europa.

 A intenção destes colonizadores era formar um núcleo de poder e demonstração de força contra os colonizados: primeiro escravizando  os indígenas e depois com a escravidão dos negros. Quanto aos indígenas, com o esgotamento, cansaço, e as torturas que sofreram por serem explorados pelos europeus que aqui chegaram, muitos morreram de doenças trazidas pelos europeus,  como foi o caso da febre amarela, a gripe, a varíola, mas também o banzo - uma  doença que deixava o indígena e o negro profundamente triste ao presenciar sua família, seu povo e sua terra destruídos sem ter como lutar contra uma situação cada vez mais opressora imposta pelos europeus. A destruição da população indígena foi de extrema  violência. Estima-se que, de 4 milhões de pessoas que já viviam aqui no século XVI, 3 milhões e  700 mil pessoas foram mortas em apenas um século.

Mas por isso os indígenas também se manifestaram de diversas formas contra  a dominação colonial portuguesa. Uma das mais próximas de nós foi a Confederação dos Tamoios. Esta Confederação reuniu boa parte dos chefes indígenas que se posicionavam contra  a violência  dos portugueses e  contra  os indígenas catequizados que lutavam ao lado dos portugueses. Os chefes Tamoios se uniram aos franceses, que por sua vez foram morar com indígenas e aprenderam com sua cultura. Os franceses então decidiram apoiar os indígenas em troca de continuarem a morar nas terras indígenas contra os portugueses tentando expulsá-los. Mas esta luta ganhou dimensão internacional. Inclusive o Padre Jose de Anchieta foi chamado para mediar o conflito. No entanto, os portugueses depois de um ano de enfrentamento dizimaram os povos Tamoios, calculando 10 mil mortos. Os Tamoios eram os anciãos considerados os mais velhos e mais sábios  entre os povos  tupis. Estes eram considerados pelos jesuítas como tapuias, os que não aceitavam a colonização.

Outras formas de resistir, mas de forma diferenciada dos Tamoios, e dos potiguares e tupinambás foram os povos que lutaram contra a  colonização holandesa  em Pernambuco. Lá a invasão holandesa foi governada por Maurício de Nassau em 1630, que depois de duas derrotas se estabeleceram em Pernambuco. Diferente do que aconteceu no Maranhão e no Rio de Janeiro com os Tamoios no Litoral, a intenção  era o controle  do comércio de escravos entre Pernambuco e Tomé  e Príncipe  na África. Em 1654 foram derrotados na Batalha dos Guararapes e do Monte das Tabocas. Uniram-se por fim,  indígenas, negros e portugueses  e expulsaram os holandeses. Confirmando a diversidade das lutas dos povos brasileiros em função da dimensão do território e  da necessidade dos povos estabelecidos.

Portanto, para além de considerar os indígenas e demais povos brasileiros como passivos, obtivemos aqui alguns exemplos de como havia manifestações  e resistência contra a colonização.

 

 

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