quarta-feira, 27 de junho de 2012

Os Indígenas hoje: A solução e os problemas do capitalismo


Em relação a construção de uma Usina hidrelétrica na Amazônia, está sendo construída às custas de boa parte de nossas reservas ambientais e de nossos povos indígenas. As grandes empresas internacionais, ou seja, os grandes capitalistas, estão investindo na maior Usina Hidrelétrica da América Latina, projetada durante a ditadura civil-militar no Brasil em 1975. No entanto, as consequências desta construção se referem a destruição de Belo Monte, onde vivem diversos povos indígenas que defendem as últimas reservas ambientais do planeta. A inundação dos igarapés da cidade de Altamira e Ambé e parte da área rural de Vitória do Xingu, a redução da vazão da água do rio do Grande do Xingu e interrupção do transporte fluvial até o Rio Bacajá, único acesso para comunidades ribeirinhas e indígenas com  o remanejamento de mais de 20 mil famílias de moradores da periferia de Altamira e da área rural ,  o impacto em cerca de 350 famílias ribeirinhas que vivem em reservas extrativistas, além da alteração do rio sobre os os animais e o sustento da população com redução do fluxo da água são algumas consequências imediatas desta obra. Em relação às populações indígenas, todas as 24 nações e tribos de diferentes culturas que ocupam 30 terras Indígenas na Bacia do Xingu, 12 no Mato Grosso e 18 no Pará, seriam direta ou indiretamente afetadas à medida que o Xingu e sua fauna e flora, além do seu entorno, fossem alterados pela usina. 
Na região de influência direta de Belo Monte, três Terras Indígenas seriam diretamente impactadas: a Terra Indígena de Paquiçamba, dos índios Juruna, e a área dos Arara da Volta Grande, que se situam no trecho de 100 km do rio que teria sua vazão drasticamente reduzida. Já a área indígena Juruna fica às margens da rodovia e seria fortemente impactada pelo aumento do tráfego na estrada e pela presença de um canteiro de obras.
O Evento realizado no Rio de Janeiro, a realização da Cúpula dos Povos, discutiu  Justiça Social e Ambiental, que se colocou contra a mercantilização da vida( Ser Humano como mercadoria ) e em defesa dos bens comuns e  teve como tema central, denunciar as causas da crise socioambiental, se referindo ao próprio Sistema Capitalista, apresentar soluções práticas contra a venda de estados e municípios inteiros negociados com os países ricos reunidos na Rio + 20 que se interessam por matérias-primas de países como o Brasil, já que boa parte da Europa e dos Estados Unidos tem o seu meio ambiente e suas riquezas naturais destruídas com a industrialização e a matança de povos indígenas e camponesas desde o século XVIII até os dias de hoje para formar e manter o  Sistema Capitalista  que continua sua existência, destrói parte da humanidade e do planeta.

Fontes:
Instituto Socioambiental (ISA)
cupuladospovos.org.br

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