A escolha por irmos na Exposição "Eu chorei rios" da Fundação Getúlio Vargas(FGV) neste trimestre, possui relevância quanto a forma de aprendizagem, o aspecto relacional, os encontros, descobertas, laços entre as turmas, colegas e professores; mas também na aprendizagem do conteúdo em si.
Neste trimestre, tivemos sorte, pois ao marcarmos a visita, a FGV nos ofereceu lanche e um ônibus top de linha! Foi ótimo porque a nossa merenda escolar anda muito rasa! E também porque nos poupou canela e curtimos o conforto e a comodidade que merecemos!
Quanto ao estudo da História, a exposição apresentou relação com o conteúdo que estamos estudando em sala de aula, sobre o período anterior ao Brasil ter este nome, e que se chamava Pindorama, depois Terra de Santa Cruz ou Ilha de Vera Cruz.
Na semana anterior, assistimos um trecho do documentário " Guerras do Brasil" seguido de uma aula expositiva interdisciplinar sobre a História e a Sociologia dos primeiros habitantes há 14 mil anos, com os povos indígenas tapuias que por sua vez, eram povos guerreiros e viviam em busca de seus sonhos e eram povos nômades, e habitavam certos lugares de acordo com a estação, os alimentos disponíveis e a sazonalidade.
Vimos também como viveram povos tupinambás, cateretês, kari óka, tamoios goytacazes, Tupi Mbya e tantas outras etnias que viveram e lutaram pelos seus territórios no litoral do Rio de Janeiro do século XV até o século XIX.Tivemos contato com o
tradicional manto tupinambá, que havia sido levado para Dinamarca e, que através dos estudos sobre o manto pela curadora da Exposição - Glicéria Tupinambá - conseguiu trazer o manto de volta que hoje se encontra no Museu Nacional e também produziu novos mantos com o saber ancestral de como fazer as tramas do manto. Além do resgate ancestral da cultura do fazer, há também na História do manto, a forma como as aldeias se organizavam, o que foi possível verificar na exposição e observar mantos e formas de Vida de outras etnias também.
Sobre a primeira fase da colonização no litoral do Rio de Janeiro vimos as últimas lutas valentes entre os povos indígenas decididos a resistir à escravidão, à invasão e ao apagamento entre 1554 e 1557 e que culminou na vitória dos portugueses e na fundação do Rio de Janeiro por Mem de Sá. Nesta luta, os Tupinambás e os Temiminós se dividiram contra os colonizadores franceses e portugueses, na Guerra dos Tamoios, o que lhes valeu a derrota, mas sem antes alçar uma flecha envenenada que atravessou a armadura do então líder da expedição colonizadora de Estácio de Sá, que por sua vez, agonizou semanas antes de morrer.
Já no século XIX, com a fase neocolonialista europeia, os botocudos também enfrentaram os portugueses no litoral do Rio de Janeiro, quando a família real fugiu para cá durante a invasão de Napoleão(que se proclamou imperador francês) em Portugal.
1)A partir da nossa visita à exposição "Eu chorei Rios", do documentário " Guerras do Brasil" e nossas aulas, relate sua experiência em cada uma dessas etapas, destacando o que mais te chamou atenção. Faça isso da seguinte forma:
a) Faça um relato num parágrafo de como foi a sua visita à exposição:
b) Num outro parágrafo, descreva o que chamou a sua atenção no texto " O mundo não existia", de Ailton Krenak que lemos em sala de aula juntos:
c) Neste parágrafo, descreva a sua experiência ao assistir o trecho do documentário " Guerras do Brasil" que discutimos em aula:
d) A partir do caderno de atividades da exposição, apresente a ideia de "Novo Mundo" na Cosmologia do povo Guarani?
Fontes:
Kaká Werá Jecupé. A terra dos mil povos: história indígena do Brasil contada por um índio. 2 ed. SP, Peirópolis, 2020.
Exposição "Eu chorei Rios", FGV. RJ, 2026.
Documentário "Guerras do Brasil." Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=76G6rvIFclc
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