sexta-feira, 3 de abril de 2026

Introdução aos Estudos Históricos

 


1) Contexto histórico

Contexto histórico se refere ao conjunto de condições, eventos, circunstâncias que cercam o acontecimento histórico, o que estava acontecendo ao mesmo tempo em que o fato histórico estava sendo estudado. O geógrafo Milton Santos deu uma definição de contexto histórico a partir da ideia de paisagem,  se referindo as relações  entre os seres humanos e a natureza num mesmo espaço e também ao mesmo tempo.


Criado em 03/04/2026 a partir do https://chatgpt.com/s/m_69d05fcf66dc81918beaca6fb30fcb73

Fizemos uma roda com a brincadeira "Fui ao mercado e comprei..." Cada um/a trouxe uma ideia de produto do mercado e nos vimos num mesmo lugar num mesmo tempo. Este lugar, o mercado foi o contexto, a paisagem que criamos ao visualizar os diversos produtos de um mesmo momento e assim compreendemos melhor o que significa contexto histórico.

2) As Fontes Históricas:

As Fontes Históricas Se referem aos estudos das ações Humanas ao longo do tempo. Todos os objetos são fontes de estudos. Para uma leitura dos objetos numa perspectiva da História, estes estudos nos ajudam a conhecer os caminhos que a Humanidade percorreu no passado para que no presente não precisemos errar novamente ou que tenhamos  exemplos de como foi vivido para acertarmos em nossa caminhada no presente. Esta forma de observar os objetos e lugares é que denominamos Fontes Históricas.

Tipos de Fontes Históricas:

 


BARROS, J.A." Fontes Históricas: Introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis, RJ.Ed. Vozes, 2019.

 O fóssil de Luzia reacendeu o debate sobre os primeiros habitantes nas Américas e apesar de ter sido queimado no incêndio no Museu Nacional, não deteriorou completamente a fonte histórica:



Fóssil de Luzia- Museu Nacional

“Os principais achados da pesquisa da Science, que sequenciou 15 genomas antigos extraídos de ossos encontrados desde o Alasca até a Patagônia, são evidências genéticas de que os primeiros ocupantes humanos da América se dispersaram rapidamente pelo continente e se diversificaram cedo, conforme migravam para o sul. O resultado desta expansão teria sido uma multiplicidade de migrações independentes e geograficamente desiguais”

https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-biologicas/dna-antigo-conta-nova-historia-sobre-o-povo-de-luzia/

 

Lembre-se de um objeto importante para você. Qual é o objeto? Qual a importância deste objeto em sua Vida? Como este objeto chegou em suas mãos? Há quanto tempo este objeto faz parte da sua vida?

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A partir do quadro sobre os tipos de fontes históricas, destaque duas fontes de natureza material, duas fontes imateriais e quatro fontes de conteúdo:

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3)Memória: Lembrança ou esquecimento importante na História falada, sentida ou escrita pelos sujeitos históricos, grupos ou classes sociais no passado ou no tempo presente.

Criado em 03/04/2026.https://chatgpt.com/s/m_69c1e8db8e108191898d980f3fb9564f

Como exemplo de Memória, fizemos uma roda com o jogo “telefone sem fio”. Com este jogo, identificamos o quanto precisamos do grupo para lembrar e que toda a memória, mesmo individual, é construída coletivamente.

4)Lugares de Memória: A foto ao lado do jogo trata da nossa visita ao Museu Oi Futuros e que é um lugar de Memória no qual resguarda algumas fontes históricas e a memória da telecomunicação no Brasil. Outros exemplos são os arquivos bibliotecas, espaços culturais, bairros, ruas, indivíduos, instituições e etc... “O espaço é acumulação desigual dos tempos.” Esta frase de Milton Santos, nos fornece uma chave de interpretação importante, ao identificar as ruas. Cada lugar, prédio ou asfalto, pertence a um determinado contexto/período, que traz  a marca do tempo no qual foi construído.


 

QQUESTÃO/UERJ 2011:

 



O Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados das Américas, recebeu em 2017o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. A distinção define o Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro, como um “lugar de memória”, ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. Inaugurado em 1811, o cais logo se converteu no principal ponto de desembarque de africanos escravizados das três Américas. Localizado a poucos passos do Palácio Real, não era raro aos monarcas brasileiros ver os africanos, apressadamente desembarcados, sendo separados de suas famílias, limpos, vestidos, pesados, tendo seus corpos marcados a ferro. Começava, então, uma nova viagem. Dessa vez, rumo à tentativa de desterritorialização e de invisibilização dos africanos, de quem se procurava apagar a memória, qualquer laivo de identidade e orgulho que carregavam de suas nações. Vários viajantes passaram pelo Valongo e constataram o triste espetáculo que se apresentava naquele mercado, dentre eles o artista Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado, da mesma maneira como se tentou esconder e esquecer “os males e as lembranças dos tempos da escravidão”.

Esse era o discurso civilizatório da Primeira República, que procurava jogar para o Império a conta da escravidão, cuja culpa é de todos nós.
“Redescoberto” 100 anos depois, o Cais do Valongo é hoje um sítio arqueológico que expõe na nossa atualidade as perversões do sistema escravocrata, mas também testemunha a resistência dessas populações. Trata-se do mais importante acervo de vestígios materiais e simbólicos localizado fora da África, com quase 500 mil itens.

 

A expressão “lugar de memória” foi criada pelo historiador francês Pierre Nora. Seu objetivo era justamente evitar o desaparecimento dos registros históricos, como arquivos, monumentos, museus e certos espaços específicos. Podem ser desde objetos materiais e concretos até vestígios imateriais e orais. O importante, porém, é que eles só se convertem, efetivamente, em “lugares de memória”, se a imaginação coletiva investi-los como lugares simbólicos.


Conforme define Alberto da Costa e Silva: “O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a costa atlântica da África, podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. O escravo ficou dentro de nós, qualquer que seja nossa origem.”

                                                                                         LILIA MORITZ SCHWARCZ

                                                                                        Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.

 

um “lugar de memória”, ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. (l. 3-4)

 

A comparação acima inclui o Cais do Valongo no conjunto de lugares de memória pelo reconhecimento do seguinte atributo comum:

A)     Valor utópico

B)      Natureza subjetiva

C)      Expressão Mundial

D)     Caráter democrático

 

5-Processo Histórico

Trata-se de um método de estudo que planeja e organiza a pesquisa histórica no tempo e no espaço mediante a uma demonstração compreensiva e explicativa do acontecimento histórico. O processo histórico pode ser demonstrado em gráficos, como no caso da linha do tempo.


Apesar do tempo histórico ser representado por uma reta, na realidade, a história se apresenta em ciclos. Estes ciclos se formam a partir de contradições humanas, que ora evolui com as diversas dimensões de criatividade, inclusão, diversidade, coletividade e participação ativa na História.

Para verificarmos se os sujeitos participam ativamente da História, observamos a ação coletiva na Economia, na Cultura, na Vida Social e Política. Na ação histórica, a ciclicidade é progressiva: Evolução, revolução, criatividade, conquistas de direitos, inclusão, participação, diversidades e transformação...


Por outro lado, quando num determinado contexto histórico, vivemos autoritarismos, violências, ideias de retorno ao passado, tal como a Ditadura Civil Militar no Brasil, o Nazismo e o Fascismo crescendo, identificamos que há uma reação a História, e sem criatividade, os povos que passam a repetir o passado, vivem o contexto histórico da Reação, um retorno a ideias do passado.

 


A Reação histórica possui ciclicidade regressiva: reação, autoritarismos, ditaduras, absolutismos, monarquias, imperialismos, colonialismos, violências de gênero, racial e social... 

Para fins de compreensão e explicação, a linha do tempo organiza o estudo da História, que em linhas gerais,  identifica os acontecimentos ao longo do tempo:

 

História do Brasil

 Primeiros Habitantes         Brasil Colonial                     Brasil Imperial                        Brasil Republicano

                                ...                    1534                                  1822                          1889                      1930    ...



 

        476 a.E.C.     1453                       1576                1789                       1870

 Idade Antiga                           Idade Média                        Idade Moderna                      Idade Contemporânea                     

História Geral

 

Cálculo da linha do tempo:

_476 0+1= século 1   Ano de 1453= 14+1= século XV    Ano de 1576  15+1=século XVI  Ano de 1789 17+1=século XVIII

Exemplo da  linha do tempo do ponto de vista dos Povos Indígenas Pataxó



Imagem presente na Exposição: “Nós, mulheres nas ciências e nas artes”. No Espaço Cultural Oi Futuro; 2025.

A partir da Linha do tempo  do item 2, descreva em qual período se situa a Idade Moderna e qual  o seu correspondente histórico no mesmo período da História do Brasil:

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 Descreva  abaixo dois momentos na História  que você lembre e que sejam revolucionários e dois que expressam a reação à História:

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