Trabalhos feitos a partir da Obra de Jarid Arraes. Leitura, seleção e escolha das/dos estudantes:
Esperança Garcia - Considerada a primeira Advogada do Brasil -Turma 1015
Trabalhos feitos a partir da Obra de Jarid Arraes. Leitura, seleção e escolha das/dos estudantes:
O Reino do Congo
Benin
Embora fosse composta majoritariamente pelo povo Edo, acreditava-se ser descendentes de Odudua, logo, devia tributos religiosos a Ifé. Fundada no século XIII, Benin era uma cidade-estado murada que se formou a partir da conurbação de diversos vilarejos próximos. A conurbação é a junção ou fusão de diversas cidades formando uma única área urbana ou região metropolitana. Embora as aldeias de Benin formassem uma unidade política maior, cada uma delas manteve sua estrutura social e seus chefes próprios, o que, com o passar do tempo, causou inúmeros conflitos entre as diferentes lideranças.
Mali
O povo Malinquê teve seu primeiro
imperador, Sundyata Keita, no século XIII. Seu pai, Naré Famagã, recebeu o
caçador com poderes divinatórios e disse que o rei teria um filho com uma
mulher muito feia e este filho seria muito poderoso. Pouco tempo depois, o rei
se casou com um sologão, conhecido pela sua feiura. Desta união nasceu um
menino aleijado e incapaz de andar, e teve como nome Sundiata Keita. O menino e
a mãe eram frequentemente ridicularizados pela corte. Cansados de serem
ridicularizados, Sundiata apoiou-se numa barra de ferro e milagrosamente
começou a andar. Após a morte de Nare Famagam, seu pai, o filho primogênito,
Dankaran Tulman, subiu ao poder com sua mãe Sasoma Bateré e desrespeitou a
vontade do pai sobre a chegada de Sundiata ao poder.Sundiata e sua mãe foram
obrigadas a fugir por conta da perseguição do irmão. Sundiata, porém, chegou à
cidade de Mema, longe do reino dos Malinquês. Lá tem sua bravura e coragem
reconhecidos. Enquanto isso, no reino Malinquês, sofre ataques constantes do
reino Sosso, e por isso Dancaran Tuma foge e o povo Malinquês pediu ajuda a
Sundiata. O reino Sosso tinha Sou Maoro Kantê à frente de um exército poderoso
que fazia imune às armas de ferro. Sundiata saiu derrotado algumas vezes. Sua
irmã, Nana Triban, foi obrigada a casar com o rei Sosso, mas o rei Sosso era
vulnerável a galo branco e Sundiata sabia deste ponto fraco. Sundiata fez então
uma flecha com a espora de um galo branco e enfrentou o seu inimigo. Na batalha
denominada de Batalha de Quirina, em 1235, atingindo-o com uma flecha. Sundiata
foi então coroado e se tornou rei dos Malinquês, iniciando a Dinastia de Mansas
no Império Mali.O Rei Manza usava o ouro na cabeça, chamado de solidel, além de
colares e pulseiras de ouro. A nobreza de Mali era responsável pela
administração do império e o pagamento de impostos dos aldeões. O exército era
responsável pelas conquistas do império e chegou a ter 10 mil homens, dividido
entre cavalaria, arqueiros, dos quais a maioria era escravizado. Os não
escravizados tinham influência política no governo, sendo generais que usavam
espadas, capacetes, cotas de malhas e cavalos com produtos importados da Europa
e do norte da África. A escravidão em Mali era parecida com a de Roma, que, ao
invés de obrigar povos dominados a viverem de acordo com seus costumes, o Manza
preferia respeitar diferentes culturas que compunham o seu império, desde que
pagassem impostos. Assim, o império Mali era composto por dezenas de
cidades-estado, pequenos reinos e milhares de vilas e aldeias, o que garantia
estabilidade para o império. Mali também tinha homens livres que formavam
castas de ferreiros, carpinteiros e artistas, que trabalhavam com barro e
metais. A produção de ouro era feita com técnicas centenárias e estavam sob o
domínio do império Mali.
A maior parte da população era de
agricultores, pescadores e pastores que viviam no campo em pequenas casas de
barro com telhado de palha. Cultivavam o milete e o sogro. Além do arroz,
criavam bois, cabras, camelos e também pescavam, com os quais pagavam tributos
ao governo para pagamento da água, coleta de lixo, entre outras coisas. Haviam
escravizados também que trabalhavam a agricultura em Maliquê. Eram obtidos nas
guerras realizadas pelo exército, empregados nas fazendas do mansa. Quem se
tornava exímio guerreiro e jurasse fidelidade ao império era realocado no
exército de Mali. O ouro foi a maior riqueza de Mali. O mansa controlava as
minas de ouro e as redes de comércio que levavam o ouro até o deserto de Saara,
onde era levado para o norte da África e de lá para a Europa e Oriente Médio.
Essa mesma rede voltava com sal, contas de vidro, tecidos e alimentos que os
mais ricos consumiam. O sal era para os camponeses também, no preparo e
conserva dos alimentos, além do tingimento dos tecidos. Os povos das aldeias
trocavam milhete e arroz por peixe seco produzido no litoral. A partir do
século XIII, as relações comerciais com o norte da África aumentaram. Sundiata
Keita seria ou não islamizado. A tradição oral aponta que ele era um rei mágico
que usava forças da natureza e dos antepassados para governar. O sucessor de
Sundiata, o Mansa Uli, já professava a fé muçulmana e fez peregrinação à Meca
no século XIII.
Mansa Uli passou a controlar as
cidades de Gaô, Oualata, Tombucto e Dijanê, ampliando o comércio. Mas Mansa
Musa foi o mais conhecido imperador islamizado do Mali, saindo de Mali com 70
mil servos e quase duas toneladas de ovo e distribuiu no Egito, levando o luxo
que encontrou e desvalorizando seu ouro. Terminou sua peregrinação com o empréstimo
do Cairo. Com o Egito, ampliou compra e venda de escravos. Com o Reino, fez,
que é o atual Marrocos, ampliou relações diplomáticas, enviando ulemães, que
eram sábios religiosos, juristas, professores, segundo o Alcorão, e Mansa Musa
trouxe o arquiteto do Egito para construir mesquitas no Mali. Corrija. Mansa
Musa trouxe arquiteto do Cairo para construir mesquitas no Mali, além de
roupas, turbantes, cultura e educação árabe das universidades. Mesmo assim, a
maioria da população do Mali continuou cultivando aos seus antepassados e seus
deuses e entidades divinas. Continuaram a vestir couro e algodão bruto. Os
diulas, feiticeiros que eram respeitados por curar doenças, resolver crimes e
problemas jurídicos, o Mansa Musa respeitou, realizando julgamentos de acordo
com a crença da pessoa em questão, respeitando os diferentes credos. A expansão
territorial de Mali trouxe problemas aos sucessores de Mansa para o controle
das fronteiras do Império. Já no fim do século XIV, as cidades de Gaô e de Genê
ficaram independentes de Mali. Houve também saques em Tombuctu. No século XV,
os antigos territórios controlados pelo Mali deixaram de obedecer aos mansas
até os últimos anos do século XVI.
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Fontes:
SANTOS, Ynaê Lopes Do. História da África e do Brasil Afrodescendente. Faperj, Ed Pallas, 2017.
MUNANGA, Kabengele e GOMES, Nilma Lino. Para entender o negro no Brasil de hoje: História, Realidades, Problemas e Caminhos. Ed. Ação Educativa, 2006.
LOPES, Nei. História e Cultura Africana e Afro- Brasileira. Ed. Barsa Planeta, 2008.
https://www.megacurioso.com.br/educacao/122625-sundiata-keita-o-heroico-rei-leao-que-fundou-o-imperio-mali.htm
https://suburbanodigital.blogspot.com
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_do_Congo