As treze colônias tiveram liberdade política e comercial até o século XVIII. Mas a partir da guerra de sucessão espanhola (1703-1713); sucessão austríaca (1740-1768) e Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a Inglaterra participou e teve muitos gastos, e por isso passou a exercer forte controle político sobre as suas colônias.
Em 1764 a Inglaterra estabeleceu a lei do açúcar, restringindo a liberdade das colônias no comércio triangular, criando impostos e com a lei do selo, instituindo novo tributo sobre documentos legais e textos impressos que circulavam nas colônias, assim como a lei do chá (1763) que concedeu monopólio às índias orientais para taxar e controlar este lucrativo comércio, estabelecendo fiscalização nas alfândegas para dificultar o contrabando.
Os colonos expressavam insatisfação contra a metrópole, como foi o caso da associação feminina da liberdade, criada contra a lei do selo e que incentivava as mulheres a costurar suas próprias roupas e as de suas famílias, em vez de comprar dos ingleses.
Em dezembro de 1773, colonos vestidos de indígenas destruíram toda a carga de navios ingleses atracados no porto de Boston, conhecida como a festa do chá de Boston. A Inglaterra reagiu com um conjunto de leis chamadas pelos colonos de “Leis Intoleráveis”, que entre outras medidas estabeleceu o fechamento do porto de Boston até que os prejuízos fossem ressarcidos. Tais medidas acabaram sendo o estopim do processo de independência das treze colônias.
Em 1774 o primeiro congresso continental da Filadélfia reuniu representantes das colônias inglesas.
Em 1775, representantes das Treze colônias se reuniram no segundo congresso da Filadélfia, no qual decidiram proclamar a independência. Uma comissão liderada por Thomas Jefferson, rico fazendeiro da Virginia, foi encarregado de redigir a declaração de independência que foi aprovada em 4 de julho de 1776, inspirado nas ideias iluministas.
A declaração de independência mencionava igualdade e liberdade, mas matinha a escravidão, como foi o caso das colônias do sul. Os escravistas argumentavam com a ideia de direito a propriedade para defender a escravidão. A liberdade também não contemplava mulheres nem indígenas.
As guerras de independência se estenderam até 1781. Os colonos contaram com o apoio francês e espanhol, rivais dos ingleses. O reconhecimento formal da independência se deu apenas em 1783 por meio do tratado de Paris.
A partir de então, o governo iniciou uma expansão territorial com a ideologia do “Destino Manifesto” (no qual defendia que o país estava destinado a se expandir até o pacifico), pois era um país escolhido por deus para levar a democracia e os valores cristãos aos territórios indígenas através do pensamento religioso-puritanista que sustentava ainda “A boa conduta moral” relacionado ao progresso econômico.
Houve devastação territorial com a ampliação dos latifúndios agrícolas, desenvolvendo o norte e o centro-oeste dos Estados Unidos, principalmente no século XIX. Era a marcha para o Oeste, com migração em massa, pois haviam sido encontradas jazidas de ouro, o que levou a milhares de indígenas mortos.
Em 1830 o presidente Andrew Jackson promulgou a “Lei de Remoção Indígena” deslocando-os de Cherokee para o atual estado de Oklahoma, com muitos indígenas mortos, tais como os Choctaw, os Creek e os Chickasaw, povos indígenas que foram deslocados para outras áreas delimitadas pelo governo.
Os indígenas resistiram. Uma das maiores batalhas foi a de Little Bighorn em 1876 numa aliança entre Cheyenne e Sioux, derrotando o exército estadunidense. Apesar da resistência indígena, um século depois, houve o extermínio das populações nativas dos Estados Unidos.
Atualmente há 560 tribos indígenas nos Estados Unidos, onde vivem descendentes dos indígenas que sobreviveram. Nestas reservas os indígenas mantêm um sistema judicial policial próprios e administram escolas, hospitais e redes comerciais. No entanto, cerca de 70 por cento dos aproximadamente 4 milhões de indivíduos que se identificam com indígenas não vivem em reservas.

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