sábado, 8 de junho de 2024

A crise de 1870 e o Imperialismo

 

Na busca incessante por novas tecnologias para aumentar a concorrência e o lucro dos capitalistas, nasceram as associações entre bancos e indústrias - os monopólios - que anunciou a primeira crise do Capitalismo em 1870.

Para aumentar a quantidade de matérias-primas com baixo custo e mercado para a venda de seus produtos, lançaram-se na corrida pela exploração de outros territórios - o neocolonialismo. Este conjunto de ações concorrenciais entre nações capitalistas denomina-se corrida imperialista.

 A corrida imperialista por uma nova colonização, desta vez no século XIX- o neocolonialismo -  se deu na África, Ásia e Américas desde 1850, quando a crise do mundo capitalista se instalou na Europa recém industrializada e nos Estados Unidos em 1870 e será a base da Primeira Guerra Mundial.

sábado, 18 de maio de 2024

Aula-passeio 2024: O caminho das águas

 










O contexto histórico do filme Mulher Rei

O filme Mulher Rei trata do processo de escravização de povos africanos por europeus que marcou a história da modernidade entre os séculos XVI e XIX.


Desde 1748, o Rei Oyó passou a negociar com traficantes de reinos europeus, povos guerreiros que perdiam batalhas contra este reino, que por sua vez, cobrava impostos dos diversos povos africanos desde a antiguidade. Desde este tempo, quando perdiam batalhas, eram escravizados e só conseguiam liberdade quando pagavam os impostos em forma de trabalho escravizado - a escravização antiga.


No entanto, a partir do século XVI, quando os europeus perceberam que os povos africanos detinham o saber de tecnologias como a da metalurgia e o saber de técnicas de plantio em áreas com climas semelhantes aos da América, viram na escravização, um jeito de gerar lucro e enriquecer reinos e  burguesia europeia, ávida pelo domínio das almas (cristianizar), e pelo domínio dos corpos (reinar), assim como acumular riquezas (mercantilizar), para fazer sua revolução industrial, a partir da escravização moderna. Por isso, o porto de Daomé(e também o porto de Uidá), serviu de cenário deste contexto histórico onde se passa o filme.


O Rei Ghezo, que reinou Daomé (atual Benim) entre 1818 e 1858, lutou ao lado do exército das Agojies, que sob a liderança de Nanisca (1889), se tornaram as "Amazonas de Daomé," assumindo a liderança da Guarda Real do Rei Ghezo, para lutar contra a escravidão antiga que havia se tornado extremamente violenta com a chegada dos europeus, o que levou a transição da escravidão antiga para a escravidão moderna, com o tráfico internacional de mais de um milhão de seres humanos.


Foram as Agojies que lutaram contra a escravidão moderna durante o reinado de Ghezo, propondo a guerra contra o escravismo-colonial, mas também, dinamizando a venda de produtos que tirassem os diversos povos africanos da escravização europeia, com  a venda de óleo de dendê, ouro e etc...


A Nawi, que no filme representa a filha da General Nanisca, foi na vida real, a última Agojie, e testemunhou sobre este momento histórico quando tinha 100 anos de idade, pois participou da luta para a expulsão dos franceses de Daomé em 1892.


Ouça a leitura do texto acima no spotify no canal Lendo História:

https://open.spotify.com/episode/1ZuiyekPTBTTWtzYWu2YVw?si=otS8882TRfaPL8_1DagtEQ

FONTES:

História Geral da África. Brasília: UNESCO, Secad. MEC.2010.

Santos, Ynaê L. História da África e do Brasil afrodescendente.1 ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2017

https://cxisto.wordpress.com/2022/10/14/filme-mulher-rei/

https://ensinarhistoria.com.br/grandes-sociedades-da-africa-pre-colonial/

https://issuu.com/aldeiagriot/docs/anexo_de_mapas_historia_da_africa_ueg

https://thenexus.one/a-mulher-rei-as-10-melhores-citacoes/

https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/123011-a-historia-real-das-guerreiras-agojie-mostradas-em-a-mulher-rei.htm

https://www.sonypictures.com.br/filmes/mulher-rei

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Introduzindo os Estudos Históricos

 

 Fontes Históricas

As Fontes Históricas são materiais pesquisados pela/o Historiador/a para estudar as ações do Ser Humano ao longo do tempo. Para que a pesquisa seja mais próxima da verdade, o/a historiador/a precisa consultar diversas Fontes. São objetos  e ações  as fontes deste estudo, e são definidas como  lugares de Memória.

Os lugares de memória materiais são  fontes de pesquisa diversas que a/o historiador/a precisa pesquisar tais como  arquivos, museus, bibliotecas, arquiteturas, peças arqueológicas, espaços culturais, galerias, entrevistas, bairros, podem ser considerados fontes históricas de natureza material.

Exemplos de Fontes  de natureza imaterial  são as formas de expressão cultural, modos de criar, fazer e viver por exemplo. A capoeira, os alimentos, gostos são exemplos de fontes de pesquisa imateriais.


As Fontes Históricas materiais são  as criações artísticas, científicas e tecnológicas e são obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais, além de conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico e ecológico que precisam ser identificados e interpretados historicamente.





Estes objetos de memória individuais, são fontes históricas ou coletivas e são parte do Patrimônio do Ser Humano e possuem natureza material e imaterial.


Quanto mais diversas forem as fontes e  quanto mais estas fontes se cruzarem numa leitura atenta ,relacionada aos lugares e contextos históricos (ou paisagem histórica), mais a possibilidade do encontro da veracidade histórica. Por isso existe um método de análise para cada Fonte Histórica. Disso falaremos depois.


Com o advento da internet, temos muitas fontes históricas falsificadas, as denominadas Fake News. Para garantir a veracidade ou não das Fontes Históricas, os historiadores estudam constantemente e atualizam métodos de análise sobre a veracidade ou não destas fontes, que se baseiam em perguntas  a cada uma das fontes. 


A base das perguntas da Ciência Histórica, provém  da base de toda Ciência e faz parte da origem do Conhecimento. Como exemplo, temos as perguntas que fazemos  a partir da leitura do Mito da Caverna de Platão, escrito por Sócrates, são elas: onde, quando, quem, por quê e como. Estas bases são importantes meios para construirmos nossa Cidadania, pois tornam o Conhecimento  sobre o Ser Humano mais sólido para construirmos uma História justa  de todas e todos.